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Demo Digitus

 

donde vem tua magia

ó mago tempo digital?

se nos acordas a retina

porque aos nervos fazes mal?

 

és besta-fera enfurecida

fogo binário sem saída

juntando fatos em nossa cruz

para que todos, aqui cansados

sejam pegos desajustados

e te confundam com a própria luz

 

 

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HackAtom

 

florindo jantas esquecidas

nos corações da fome

 

unindo famílias desunidas

em noites de motorhomes

 

preencho o peito de poucos

invado a vida de muitos

como um vírus leve e silente

que verte símbolos 

pelas linhas férreas de uma vasta internet esquecida

 

um tal hacker Leonardo

desvenda fibonaccis entre os solstícios do Capital

e libera lágrimas espessas em forma de códigos cálidos

em genital

 

armadilhas em Latitudes impossíveis

entre tribos tímidas da savana do sereno digital

um prodígio salva o mundo

mas desperdiça a sua saliva

na tradição de um cachimbo de veneno

que mata toda vida

 

e esse gênio

que seria eu

ou mesmo você

às invertidas

morre num átimo

junto a humanidade inteira

 

por um só átomo de besteira

 

 

 

 

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Atenção Plena

 

cabeça vazia oficina de Deus

 

te mentiram meu amigo, te ocuparam as mãos

para que teu coração parasse de bombear

o óbvio

 

pois o óbvio é perigoso

 

 

e te deram telas

para muito além dos carnavais

e congelaram os dedos dos teus sonhos

e os nutrientes dos teus filhos

para que os deles

corações também

parassem de bombear

o óbvio

 

chamaram teu penso de oficina

e ao vazio, tua medicina,

deram o nome de um demônio

 

pois digo eu meu caro amigo:

a paz é o óbvio do ovo

o silêncio é o teu sono majestoso

a chave última

desta prisão perpétua

que virou a tua vida

quando a tua vida virou

as costas

para o óbvio

de novo

 

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